quinta-feira, 24 de maio de 2012

A AGRICULTURA DE PRECISÃO Nova tecnologia permite conhecer cada metro quadrado da lavoura


Com a globalização da economia e a competitividade de preço dos produtos agrícolas, surgiu a necessidade de se obter níveis de competitividade internacionais. Além disto, a busca pela conservação dos recursos naturais, impõe à atividade agrícola novos métodos e técnicas de produção, aliados à eficiência e maior controle dos resultados obtidos no campo, em relação ao que se pratica hoje. Além disso, a agricultura moderna está relacionada ao plantio de extensas áreas de monocultura, e um dos principais problemas que reflete diretamente na produtividade agrícola de extensas áreas é a distribuição inadequada de calcário, semente, adubo, herbicida e inseticida no terreno. Este fato tem acarretado zonas de baixa produção de grãos e cereais dentro da área cultivada. 
Como uma resposta para minimizar estes problemas e com o avanço da tecnologia, foi possível que satélites, computadores e sensores auxiliassem a agricultura.  Surgiu, então um novo sistema de produção que, há alguns anos já é utilizada pelos agricultores de países de tecnologia avançada, chamado de Precision Agriculture, Precision Farming, e no Brasil de Agricultura de Precisão. Este sistema vem resgatar a capacidade de conhecer cada metro quadrado da lavoura, que foi perdido à medida que as áreas cultivadas foram crescendo.
Conceitos sobre Agricultura de Precisão
A AP é uma tecnologia que utiliza em conjunto sinais de satélite e softwares para interpretação de dados geoprocessados, isto é, recolhe e reuni informações da área cultivada, sempre com a localização precisa.
O uso racional dessas tecnologias, utilizadas como ferramentas de acompanhamento, controle e análise, permitem  verificar as variações espaciais e temporais dos fatores limitantes à produção, orientando no processo de tomada de decisão na aplicação localizada de insumos e no manejo diferenciado das culturas no campo de produção. Assim, pode-se determinar "qual, quando e onde" o insumo deve ser aplicado e "como" fazê-lo,  permitindo identificar locais específicos com diferentes potenciais de produtividade, podendo-se determinar ou não, desde que econômica e tecnicamente viáveis, investimentos em insumos ou na correção de fatores limitantes à produção, visando a maximização da produtividade e minimização dos impactos ambientais. O principal conceito é aplicar no local correto, no momento adequado, as quantidades de insumos necessários à produção agrícola, para áreas cada vez menores e mais homogêneas, tanto quanto a tecnologia e os custos envolvidos permitirem.
Entre algumas vantagens do sistema, estão:
- uso racional de insumos agrícolas;
- minimização dos impactos ambientais;
- maximização da qualidade, produtividade e do retorno financeiro.
Como vimos, os objetivos da AP são principalmente a diminuição de custos de produção, aumento da produtividade e diminuição de impacto ambiental. Isso só é possível porque qualquer operação é sempre localizada e nas proporções necessárias.
O processo
As etapas básicas do sistema de agricultura de precisão são: a coleta de dados, o planejamento do gerenciamento, e a aplicação localizada dos insumos.
Na primeira etapa o objetivo é identificar a variabilidade existente em campo dos diversos fatores de produção (solo, pragas, ervas daninhas, etc.) e da própria produção da cultura. Para isso,  primeiramente deve ser feito o mapa de produtividade na colheita. Isto é feito com equipamentos instalados nas colheitadeiras, que marcam cada posição geográfica no campo através de sinais de satélite recebidos com o GPS. Além disso informam, através de sensores de rendimento e umidade, a quantidade e condições físicas dos grãos colhidos em cada trecho percorrido.
As informações recebidas são processadas por programas de computador, que fazem os mapas com a quantidade produzida em cada trecho colhido. Os mapas de produtividade permitem individualizar a produção da lavoura. Exemplo.: uma lavoura de produção média é de 100 sc/ha poderá ter áreas que produzem 60 e outras 130 sc/ha. Com os mapas, estas áreas podem ser visualizadas.
No exemplo abaixo, você pode ver dois modelos de mapas de produtividade. As legendas de cores diferentes indicam as diferenças de produtividade da lavoura.
A segunda etapa consiste em se processar esses dados (dos mapas de produtividade da colheita) para avaliar e quantificar a variabilidade medida, tentar relacionar a variabilidade da produção com a dos fatores de produção, propor estratégias de gerenciamento agrícola que levem em conta esse cenário de variabilidade, consolidados na forma de mapas de aplicação dos insumos. 
Após as analises das amostras do solo coletado, das plantas daninhas o agricultor terá mapas que traduzem a fertilidade da área, a ocupação das plantas daninhas e muitos outros mapas como, umidade, pH, estrutura e drenagem do solo, densidade de plantas e estagio de crescimento e área em metros quadrados e não em hectares como vem sendo feito até agora.
O mapa de produtividade é interpretado para obter o diagnóstico correto ( concentração de nutrientes, umidade, ocorrência de doenças, etc...) da situação de cada parte da lavoura (essa análise exige conhecimentos de agronomia).
Também é necessários fazer o mapa de fertilidade do solo, conseguido através da coleta (registrada por GPS) e análise de uma ou mais amostras do solo. Este mapa indica o teor da cada nutriente no solo em cada ponto da área cultivada, permitindo identificar onde existe ausência ou excesso de nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas.
Depois da análise e interpretação dos mapas de produtividade e fertilidade, além de outras informações, confecciona-se os mapas para aplicação localizada dos insumos. Estes mapas indicam qual insumo, quantidade, e posição exata para aplicação. A grande vantagem é que ao invés de calcular, por uma média, o quanto a área a ser cultivada necessita de sementes, calcário, adubo, herbicida e inseticida, o agricultor vai poder aplicar apenas a quantidade necessária para cada diferente zona do terreno.
Todos estes dados são armazenados num cartão magnético, que será lido por computadores instalados nos tratores e máquinas de aplicação localizada. 
Na terceira etapa serão utilizadas máquinas agrícolas com a capacidade aplicar os insumos em taxa variável ao longo do talhão, de forma automática, e levando em conta a sua posição no campo. Estas máquinas contam com controladores de aplicação inteligentes conectados ao GPS, que seguem as instruções estabelecidas nos mapas confeccionados com a recomendação da aplicação detalhada para cada ponto do terreno gerados na etapa anterior, e e informa à semeadora ou adubadora a quantidade e momento exato em que ela deve despejar os insumos no solo. Por exemplo no caso da semeadora quanto mais fértil for aquele trecho do terreno, menos sementes serão lançadas e vice-versa. Diversas máquinas com essa capacidade já estão disponíveis no mercado e estão em franca evolução tecnológica.Os insumos aplicados podem ser sementes, pesticidas, fertilizantes, corretivos, defensivos e outros.
Resumindo o processo, um ciclo completo pode ser descrito assim:
1ª - colheita feita com máquina equipada com sensores e receptor GPS para localização;
2ª - análise e confecção do mapa de produtividade;
3ª - análise de solo e outros fatores em busca das causas da variação de produtividade;
4ª -  geração do mapa de aplicação localizada de acordo com o resultado das análises e aplicação de fertilizantes e micronutrientes em taxas variáveis;
5ª - plantio em taxas variáveis conforme o potencial produtivo de cada região analisada em cada parte da área, conforme o mapa de aplicação;
6ª - mapeamento de invasoras, doenças, insetos, etc da lavoura;
7ª - aplicação localizada a taxas variáveis de produtos químicos, conforme a intensidade de invasoras, insetos e doenças em cada ponto da lavoura;
8ª - nova colheita iniciando um novo ciclo da AP.
A cada novo ciclo, haverá mais informações sobre a lavoura, o que se tornará as análises cada vez mais confiáveis, gerando um histórico da lavoura.

  
GPS - Global Positioning System é um sistema que conta com 24 satélites, sendo 3 reservas. Estes satélites denominados NAVISTAR  estão distribuídos em 6 órbitas distintas, a uma altitude aproximada de 20 mil km. Com esta configuração em qualquer ponto da superfície da Terra há no mínimo 4 satélites acima da linha do horizonte 24 horas por dia. Foi projetado para fornecer o posicionamento instantâneo bem como a velocidade de um ponto sobre a superfície da Terra ou próximo à ela. Este sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos EUA, originalmente criado com fins militares estratégicos. A partir de meados da década de setenta o seu uso foi estendido para aplicações civis, tendo passado por uma contínua evolução desde então, principalmente no que diz respeito aos equipamentos eletrônicos e programas computacionais. Representa atualmente uma nova alternativa de posicionamento para a Cartografia e ciências afins, tendo o uso do GPS crescido significativamente em aplicações nas atividades agrícolas e florestais.
 Com esta triangulação a partir de satélites, o sistema determina a distância entre um receptor (antena) e o satélite, através do tempo que um sinal de rádio leva, a partir de sua saída do satélite, para chegar ao receptor, o que é feito através de uma correlação dos códigos gerado e recebido, onde através da geração simultânea e sincronizada de sinais idênticos pelo satélite e pelo receptor, se determina a defasagem entre os sinais e assim determina-se a diferença de tempo em que o sinal demorou para percorrer a distância receptor-satélite.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Embrapa cria mistura de café com soja


         Além do sabor, a bebida mista contém compostos bioativos que proporcionam benefícios à saúde

  Shutterstock
Estudos recentes têm demonstrado os benefícios do café à saúde

A Embrapa Agroindústria de Alimentos testou 18 formulações até chegar a uma bebida saborosa e nutritiva feita a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar. Basta tirar do saquinho e adicionar água quente ou fria. O consumo de produtos à base de soja tem sido relacionado à redução no risco de várias doenças crônicas e estudos recentes têm demonstrado os efeitos benéficos à saúdeatribuídos ao consumo moderado de café. Além do sabor, a bebida mista contém compostos bioativos como as isoflavonas da soja, que vêm sendo relacionadas à benefícios em relação a diversas doenças, tais como alguns tipos de câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, bem como os ácidos clorogênicos do café, que também têm sido relacionados ao bem-estar, principalmente pela sua capacidade antioxidante.         

Pela primeira vez, Centro-Oeste supera o Sul em valor da produção


Secas provocaram queda de 20,3 % no VBP da Região Sul. Valor total do índice está estimado em R$ 211,24 bilhões

Ernesto de Souza
Soja teve redução de 12,9% no valor em 2012
Valor Bruto da Produção (VBP), soma do valor das principais lavouras do país, está estimado em R$ 211,24 bilhões em 2012, segundo cálculo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgados nesta terça-feira, (15/5). Os dados são obtidos com base nos resultados verificados no mês de abril. A seca ocorrida principalmente no Rio Grande do Sul e no Paraná entre o fim do ano passado e o começo de 2012 provocou perdas em diversas lavouras e fez o índice da região cair 20,3%, sendo superado pelo Centro-Oeste pela primeira vez.
O total de R$211,24 bilhões chama a atenção do governo por estar abaixo do valor obtido no ano passado, R$ 216,26. Mesmo assim, é o segundo maior valor desde que foi iniciada a série histórica do VBP, em 1997. Os ajustes nas quantidades e nos preços mês a mês vão definindo a estimativa de valor para o ano em curso, uma vez que o valor bruto da produção é obtido através das informações de safras e dos preços, explicou o coordenador de Planejamento Estratégico do MapaJosé Garcia Gasques

Os maiores destaques quanto ao aumento do VBP foram verificados no algodão, cuja elevação foi de 30,4%, cana-de-açúcar, 9,5 %, feijão, 4%, e milho, 16,4 %. “Esses resultados vem ocorrendo principalmente pelo aumento dos preços desses produtos”, justificou Gasques. Os produtos com pior desempenho neste ano, no entanto, foram a batata-inglesa, com redução no valor de 40,5 %; o fumo, 52,2 %; a cebola, que teve uma redução de 9,3 %; o cacau, 10,9 %; alaranja, 14,3 %; a soja, 12,9 % e o tomate, 4,7%, entre outros. 

As reduções no VBP desses produtos se devem especialmente por conta dos menores preços registrados no período. Na soja em especial, a redução de 12,9% no valor em 2012, atribuída aos problemas da seca no Sul no final do ano passado e no início deste ano e que agora assola o Nordeste. O fator meteorológico tem provocado perdas em diversa lavouras. As informações de safra referentes ao mês de abril mostram quedas de produção de feijão e milho no Nordeste. 

Segundo Gasques, esse desempenho afeta os resultados obtidos com a venda da safra nas regiões que registraram irregularidades climáticas mais acentuadas. A queda do valor da produção de 20,3 % no Sul devido a esses resultados desfavoráveis, faz com que o ano de 2012 seja o primeiro onde o valor da produção do Centro-Oeste supera o valor daRegião Sul.

segunda-feira, 14 de maio de 2012


"Profissional que estuda a cultura dos campos e teoria da agricultura"
Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser agrônomo?

Engenheiros agrônomos ou agrônomos como são conhecidos, são profissionais responsáveis por conceber e orientar a execução de trabalhos relacionados à produção agropecuária. Pesquisam e aplicam conhecimentos científicos e técnicos à agricultura, para garantir uma produção vegetal e animal racional, e lucrativa. Acompanham todo o processo de produção de alimentos de origem vegetal e animal, visando a menor custo de produção, melhor qualidade e incremento da produtividade, além da manutenção e conservação do meio ambiente.

Quais as características necessárias para ser um agrônomo?

Para essa profissão, é importante que a pessoa goste de lidar com animais e com a natureza. Tenha gosto por atividades ao ar livre. Perceba facilmente diferenças e detalhes de certas paisagens, como rochas e formações geológicas. Tenha interesse em trabalhar com plantações ou criação de animais. Sentir-se atraído pelo mundo rural. Pense em se dedicar a alguma profissão relacionada à agricultura, à exploração de recursos florestais, à pecuária, à pesca ou à silvicultura. Tenha disposição para trabalhar no campo, na natureza ou a céu aberto.

Características desejáveis:

  • atenção a detalhes
  • capacidade de adaptação a novas situações
  • capacidade de comunicação
  • capacidade de concentração
  • capacidade de decisão
  • capacidade de organização
  • capacidade de resolver problemas práticos
  • criatividade
  • curiosidade
  • facilidade para matemática
  • flexibilidade
  • gosto pela pesquisa e pelos estudos
  • gosto por atividades ao ar livre e pelo contato com a natureza
  • habilidade para trabalhar em equipe
  • interesse em construir coisas
  • interesse pelas ciências
  • interesse pelo funcionamento das coisas
  • interesse por novas técnicas e tecnologias
  • raciocínio abstrato desenvolvido
  • raciocínio espacial desenvolvido
  • senso prático

Qual a formação necessária para ser um agrônomo?

Para exercer a profissão de agrônomo ou engenheiro agrônomo é necessário o diploma de graduação em agronomia, e obter registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). O domínio do inglês e de computação são exigências comuns. Além da formação técnica de qualidade, as empresas cada vez mais demandam conhecimentos na área gerencial e valorizam conhecimentos gerais. Engenheiros devem estar sempre bem informados sobre novas tecnologias em sua área de especialização, que avançam muito rapidamente, através de constante leitura de revistas e livros especializados.

Principais atividades de um agrônomo

O agrônomo faz parte de todas as etapas da produção e comercialização dos produtos, acompanhando desde o plantio até o armazenamento e distribuição da mercadoria ou, no caso de animais, do controle de doenças, reprodução e abate.
O agrônomo planeja, auxilia e executa os serviços ligados a escolha da cultura, preparação do solo, do plantio, da adubação e da colheita.
Já na agropecuária, cuida da criação, alimento, saúde, reprodução e abate de rebanhos, bem como no combate a pragas e doenças que atacam plantações e animais.
Acompanha ainda, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a venda dos produtos.
Além disso, esse profissional também deve:
  • planejar e executar obras e serviços técnicos de engenharia rural, incluindo construções para fins rurais, visando a aumentar a funcionalidade das instalações e irrigação e drenagem para fins agrícolas;
  • pesquisar e implantar novas tecnologias no setor agroindustrial, incluindo beneficiamento e conservação de produtos e seu aproveitamento industrial, aproveitamento de recursos naturais e do meio ambiente, defesa e vigilância sanitária, projetos de mecânica, adubação, irrigação, colheita; 
  • fiscalizar a indústria e o comércio de adubos e agrotóxicos, desenvolvendo assim projetos de .
  • cuidar da padronização e do controle de qualidade dos produtos finais.

Áreas de atuação e especialidades

  • Defesa sanitária: Prevenção de doenças da lavoura e combate às pragas;
  • Engenharia rural: Supervisão da construção de instalações rurais, como nivelamento do solo, sistemas de irrigação e drenagem;
  • Fitotecnia: controla o uso de sementes, adubos e agrotóxicos. Prevenção de doenças e pragas;
  • Agribusiness: pesquisar e orientar o uso de fertilizantes, agrotóxicos e rações. Acompanhar a safra desde o plantio até a venda;
  • Agroecologia: pesquisar meios de conservar e aumentar a fertilidade dos solos, zelar pela utilização racional da terra, água, flora e fauna;
  • Zootecnia: cuida da saúde, alimentação, reprodução e adaptação ao meio do rebanho.
Especializações: Agrotecnia, silvicultura, agrometeorologia, economia agrícola, solos, engenharia rural, entomologia, fitotecnia, parques e jardins, zootecnia, melhoramento animal e vegetal, recursos naturais e ecologia, reflorestamento, tecnologia de transformação, topografia.

Mercado de trabalho

É inevitável a necessidade de modernização dos diferentes setores da produção rural brasileira. Num País como o Brasil, de enormes regiões cultiváveis, há muito para ser pesquisado e desenvolvido no setor, o que valoriza o trabalho do Engenheiro Agrônomo.
Por outro lado, o mercado de trabalho esse profissional não tem recebido muitos investimentos por enquanto. O governo federal vem fazendo cortes significativos nos investimentos e os quadros de funcionários praticamente não vêm sendo renovados. Os efeitos no mercado de trabalho são fortes, pois o setor público - órgãos públicos ligados à agropecuária, secretarias de agricultura e administrações regionais responsáveis por parques, hortos, praças e jardins - tradicionalmente absorve boa parte dos profissionais em atividade no país. Por isso há grande evasão de estudantes das carreiras relacionadas às ciências agrícolas. No entanto, os problemas de degradação do meio ambiente e exaustão dos recursos naturais vão exigir cada vez mais a participação dos profissionais de agronomia, que encontram aí uma perspectiva de atuação junto às instituições públicas e à iniciativa privada. As melhores oportunidades estão no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina, caracterizados por grande potencial agrícola nas mãos de pequenos e médios produtores, e no Mato Grosso do Sul, que concentra a maior parte dos grandes empresários rurais e agrícolas. Indústrias processadoras de alimentos e produtoras de adubos, rações, fertilizantes, inseticidas, produtos agrícolas, matadouros, frigoríficos, bancos de crédito agrícola, cooperativas, grandes fazendas e colônias agrícolas, instituições de pesquisa e de ensino também oferecem vagas.

Curiosidades

AGRONOMIA DO FUTURO

Xico Graziano
O nascimento do ensino agrícola no Brasil remonta ao final do regime escravista. Em 1871, com a Lei do Ventre Livre, a educação dos libertos passava a ser obrigação do Estado. Ao completarem 8 anos, os filhos das escravas poderiam ser encaminhados às instituições públicas, para serem instruídos. Nesse caso, seus proprietários receberiam uma indenização de "seiscentos mil-réis". A idéia não funcionou bem, mas significou uma mudança nos valores da sociedade escravocrata.
Quem explica são Mary del Priori e Renato Venâncio, autores de recente, e ótimo, livro sobre a história da vida rural no país. Na década de 1850, o governo imperial programa uma série de medidas modernizadoras da sociedade. Na agenda educacional, proposta pela família real desde a sua chegada ao Brasil, o ensino rural se destacava. Mas demorou a sair do papel.
Abolida a escravidão e proclamada a República, aí, sim, ganham fôlego as novas idéias. Em 1901, começa a funcionar a Esalq/USP, espécie de Meca da agronomia nacional, situada em Piracicaba (SP). Antes dela, Pelotas, no Rio Grande do Sul, e Cruz das Almas, na Bahia, já iniciavam seus cursos de Agronomia. Em 1908 surge o curso de Lavras (MG); em 1910, no Rio de Janeiro; em 1918 no Ceará; em 1920, o de Viçosa (MG).
O primeiro grande dilema enfrentado pela nova profissão residia na diversificação da agricultura. Naquele período, o combate à monocultura do café polarizava as discussões. Na verdade, havia um componente político, capitaneado pelos cariocas, em face do predomínio da economia agrária paulista.
A grande crise de 1929-1930 resolveu, por linhas tortas, a pendenga. A oligarquia cafeeira se arrebentou, disponibilizando terra e recursos para alternativas de produção, como o algodão. As cidades iniciam sua forte expansão populacional, demandando alimentos. Décadas de progresso se verificam entre 1940 e 1970.
Forma-se a rede oficial de assistência técnica e extensão rural, as Emateres, espalhadas nos Estados. Em São Paulo surgem as "Casas da Lavoura". O agrônomo Fernando Costa, ministro da Agricultura, impulsiona a pesquisa agronômica e a mecanização agrícola. A agronomia vive anos de ouro. Surgem os grandes manuais da profissão.
Depois, com a industrialização, já nos anos 1970, chega momento diverso. O avanço da tecnologia exigia a especialização. Os cursos perdem seu ecletismo. Pulveriza-se a profissão, surgem novos ramos: zootecnia, tecnologia de alimentos, engenharia florestal. O mercado demanda mão-de-obra singular.
A função social do agrônomo, como promotor do desenvolvimento, cede lugar na expansão do capitalismo agrário. Empresas privadas invadem o setor educacional, rebaixando o nível de ensino. O problema estava na formação prática dos alunos: sem laboratórios adequados nem áreas experimentais, formam-se profissionais capengas.
Virou o século, tudo é passado. Hoje, existem 137 Faculdades de Agronomia pelo País afora, lançando cerca de 3.850 novos profissionais por ano no mercado de trabalho. Um verdadeiro exército de mão-de-obra qualificada no meio rural. Qual bagagem leva para a trincheira?
Thomas Kuhn, em sua famosa teoria das revoluções científicas, assinala o papel conservador dos manuais. Especialmente nas ciências naturais, os grandes livros organizam o conhecimento passado, mas nada apontam para a frente. Quando a ciência evoluía devagar, o prejuízo era pequeno. Todavia, com a chegada, nos anos 1970, da "revolução verde", velhos conceitos e práticas de agricultura foram rapidamente superados.
Na seqüência, a informática, a engenharia genética e a biotecnologia explodem a fronteira do conhecimento. O desafio do ensino universitário consiste em acompanhar a velocidade do progresso científico. Os manuais rapidamente se fossilizam.
Nesse embaraço mora o grande perigo da agronomia. É cabível perguntar: as Faculdades de Ciências Agrárias estão preparando bem os alunos para os novos tempos? Ou eles se formam estudando velhos manuais, desconectados da realidade?
Nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Em qualquer profissão se discute semelhante dilema, entre treinar gente conectada ao mercado ou preparar profissionais visionários. Empregados ou empreendedores? Ambos?
A superação desse dilema pressupõe compreender que o novo paradigma da agropecuária não mais se centra na tecnologia. Produzir, francamente, está ficando tarefa fácil, guardadas as devidas proporções. Difícil, mesmo, é garantir renda ao produtor rural. O mercado, seletivo e rigoroso, massacra o agricultor. Mesmo com tanta tecnologia, está difícil pagar o custo da produção.
Na mitologia romana, Ceres é a deusa das plantas. Simboliza a fertilidade do campo. Se quiser continuar a venerá-la, a agronomia precisa dourá-la com as tintas do marketing rural. Aqui está a novidade, melhor dizendo, o passaporte para o futuro. Mais que saber plantar ou criar, os agricultores devem gerenciar seu negócio de forma empreendedora, competitiva. E a chave está na certificação da produção, no aprendizado das boas práticas agrícolas, na agricultura . Essa agenda, concomitante com a inovação tecnológica, necessita contaminar o ensino das ciências agrárias. Com a palavra, a universidade.

Xico Graziano, agrônomo, foi presidente do Incra (1995) e secretário da Agricultura de São Paulo (1996-98). Fonte: Estadão.

Onde achar mais informações?

http://www.brasilprofissoes.com.br/profissoes/agrônomo

Estiagens contínuas em lavouras do Rio Grande do Sul preocupam pesquisadores Em 2012, seca deixou 337 municípios do Estado em situação de emergência


Os reflexos de secas e estiagens nas lavouras do Rio Grande do Sul desde o início do século preocupam os pesquisadores. Eles constataram que o rendimento de culturas como o milho, por exemplo, é menor e mais instável no Rio Grande do Sul do que em outros Estados produtores, como Paraná e Goiás. Em 2012, a seca deixou 337 municípios do Estado em situação de emergência.

É tão pouca água que as máquinas conseguem trabalHar dentro do rio para retirar as pedras que se acumulam.

No município de Venâncio Aires, na região central do Estado, a falta de chuvas fez a prefeitura do município estender o trabalho de retirada de pedras do rio Taquari. Normalmente, o serviço é feito apenas nos meses de janeiro e fevereiro. Desde o início de 2012 já saíram do rio que corta a cidade mais de oito mil toneladas de cascalho.

— As últimas cheias trouxeram bastante cascalho, a recarga do Taquari é muito grande. Nós estamos tendo problema não só o nível baixo dos rios, mas o pior de tudo é o nível do lençol freático — explica Fernando Heissler, secretário da Agricultura de Venâncio Aires.

Segundo o agrometeorologista Homero Bergamaschi, todas as culturas de sequeiro se transformaram em plantações de alto risco na região. É preciso buscar maneiras de diminuir os prejuízos para conviver, principalmente com as estiagens curtas, que são as mais frequentes.

— Práticas de manejo conseguem reduzir significativamente o impacto destas estiagens curtas. Agora, nas estiagens longas, elas não são suficientes. Não é com plantio direto, somente, não é com diversificação de culturas somente. Tem que entrar práticas tipo irrigação que vai ter que crescer cada vez mais, enfim, prática de investimento mais pesado, tecnologia mais avançada — afirma.
CANAL RURAL

domingo, 13 de maio de 2012

Dias das Maes!!!!

FELIZ DIA DAS MAES P UNICA MULHER NA NOSSA VIDA QUE NUNCA VAI DECEPCIONAR NENHUM FILHO!!! COMIGO EH ASSIM, ELA NUNCA ME MANDOU IR PELO CAMINHO ERRADO, ALGUMAS VEZES ME DEU UM PUXAO DE ORELHA MAS ACREDITO QUE FOI PARA QUE NESSE MODO ANTIGO EU E O MEU IRMAO  APRENDESSEMOS A DIFERENCIAR AS COISAS BOAS DA RUINS!!! NAO SOU ORGULHOSO MAS DESSA PESSOA QUE EH A MINHA MAE E APROVEITANDO PARA FALAR DO PAI TBM SOH TENHO A DIZER UMA COISA!!! FAMILIA TENHO ORGULHO DE VCS MUITO OBRIGADO POR FAZEREM DE TUDO E MAIS UM POUCO POR NOS!!!! E SEI QUE A MAIORIA DAS FAMILIAS EH ASSIM!!! VC QUE TEM UMA FAMILIA SIMPLES, HUMILDE, QUE TE AJUDA NAS DIFICULDADES E QUANDO SOBRA UM TEMPO FAZ FESTAS CONTIGO, AGRADECA A DEUS POR ISSO!! DIGA-SE DE PASSAGEM QUE MUITAS VEZES PREFIRO SAIR COM A MINHA FAMILIA DO QUE COM PESSOAS DA MINHA IDADE, POIS SEI QUE COM A MINHA FAMILIA A FESTA EH GARANTIDA!!!!! EIS OS CYGAINSKI LA DA COLONIA!!! FICA O RECADO = AMO VCS E SINTO ORGULHO POR ISSO!!!!!
                                                                                             Jocelino Cygainski 
                     fonte  Vagner Brito ...

Agronomia...


Agronomia ou engenharia agronômica é, dentro das ciências agrárias, um campo multidisciplinar que inclui sub-áreas aplicadas das ciências naturais (biológicas), exatassociais e econômicas que trabalham em conjunto visando aumentar compreensão da agricultura e melhorar a prática agrícola, por meios de técnicas e tecnologias, em favor de uma otimização da produção, do ponto de vista econômico, técnico, social e ambiental.[1]
No Brasil, a profissão de agronomia é regulamentada pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e fiscalizada pelos Conselhos Regionais, instalados em cada estado.

Área de atuação

A engenharia agronômica produz pesquisas e desenvolvem as técnicas que melhoram os resultados da agricultura como, por exemplo, manejo de irrigação, quantidade ótima defertilizantes, maximização da produção em termos de quantidade, melhoria da qualidade do produto, seleção de variedades resistentes à seca, doenças e pragas, desenvolvimento de novos agrotóxicos, modelos de simulação de crescimento de colheita, técnicas de cultura de células in vitro. Elas estudam também a transformação de produtos primários em produtos finais de consumo como por exemplo a produção, preservação e embalagem de produtos lácteos e a prevenção e correção de efeitos adversos ao ambiente (e g., degradação do solo e da água), ou seja, estuda a interação do complexo homem, plantaanimaissoloclima, causa e efeito.
As pesquisas agronômicas, mais que as de outros campos, estão fortemente relacionadas ao local em que são realizadas. Fato semelhante ocorre com as técnicas derivadas dessas pesquisas.
Assim, esse campo pode ser considerado uma ciência de eco-regiões porque está ligado a características locais de solo e clima que nunca são exatamente iguais nos diferentes lugares geográficos. Os sistemas agrícolas de produção devem levar em conta características como clima, local, solo e variedades de plantas e animais de produção que precisam ser estudados a nível local. Outros sentem que é necessário entender os sistemas de produção de uma forma generalizada de maneira que o conhecimento obtido possa ser aplicado ao maior número de locais possíveis.
Os engenheiros Agrônomos atuam de forma eclética e integrada nas atividades rurais, como horticulturazootecnia, engenharia rural, economia, sociologia e antropologia rurais, ecologia agrícola, etc.

[editar]Tecnologia

Atualmente, as ciências agrícolas são muito diferentes das de antes de 1950. A intensificação da agricultura que desde a década de 1960 vem sendo realizada por muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento é frequentemente denominada revolução verde.
Esta intensificação tem-se baseado na seleção genética de variedades de plantas e de animais capazes de alta produtividade e no uso de insumos artificiais como fertilizantes e produtos que visam aumentar a produção através do aumento da sanidade dos vegetais e animais utilizados. Por outro lado, o dano ambiental que esta intensificação da agricultura vem causando (associado ao dano que o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional que essa intensificação permite) estão levando muitos cientistas a criar novas técnicas como o manejo integrado de doenças e de pestes, técnicas de tratamento de dejetos, técnicas de minimização de desperdício, arquitetura da paisagem.
Além disso, campos como os da biotecnologia e da ciência da computação (processamento e armazenagem de dados) estão tornando possível o progresso e o desenvolvimento de novos campos de pesquisa, como a engenharia genética e a agricultura de precisão.
Desta maneira, atualmente os pesquisadores que trabalham em ciências agrícolas e nas ciências a ela associadas equacionam o problema de alimentar a população do mundo ao mesmo tempo em que previnem a ocorrência de problemas de biossegurança que possam afetar a saúde humana e o ambiente. Este é o motivo pelo qual eles buscam promover um melhor manejo de recursos naturais e do respeito ao ambiente.
Os aspectos sociais, econômicos e ambientais são temas que estão em debate atualmente. Crises recentes, como a doença da vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina) e o debate sobre o uso de organismos geneticamente modificados ilustram a complexidade e importância deste debate.

[editar]Cientistas agrícolas famosos

Referências

[editar]Ver também

[editar]Bibliografia

  • Antonio Saltini Storia delle scienze agrarie, 4 voll. Edagricole, Bologna 1984-89
  • Pennazio Sergio, Mineral Nutrition af Plants: A Short History of Plant Phisiology, in Rivista di biologia, vol. 98, n. 2, maggio-agosto, 2005
  • Pimentel David, Pimentel Marcia, Computer les kilocaloriesCérès, n. 59, sept-oct. 1977
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[editar]Ligações externas